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Panorama do Cobre 23/03/2007

por Francisco G. Costa

Desde o início de março a cotação do cobre está mantendo trajetória de alta com algumas realizações de lucros. A semana iniciou em US$ 6.600 e no final da semana testou a resistência de US$ 6.900, atingindo o maior valor em 2007. Os estoques caíram aproximadamente 15% neste mês, atingindo a marca 183,65 mil toneladas. O spread do CASH, em relação à cotação 3M é de US$ 61,50/ton (0,90%).

Cotação semanal cobre

Muitas notícias deram suporte a alta do cobre esta semana, entre elas, a manutenção da taxa de juros nos EUA aliado a um discurso mais ponderado; A divulgação dos números da importação de cobre na China; o declínio acentuado nos estoques da LME; Entrada pesadas de fundos de investimento, com realização de lucros na sexta-feira; Também ocorreram rumores de uma nova política chinesa para limitar o refino do minério de cobre, com intuito de diminuir a poluição e o consumo de energia.

O primeiro aumento desta semana está associado ao relatório da construção civil americana. Acredita-se que o mercado deve reverter tendência (este mês o aumento esperado era de 3%, mas o apresentado foi de 9%), aumentando assim o consumo de cobre, mesmo com a pequena queda nas permissões. O Metal Insider afirma que não existe certeza de que o pior já passou, mas que o mercado utilizará esta informação juntamente com o resultado da reunião do FED para uma melhor definição de estratégia de curto-prazo.

Evolução construção civil americana

Já na última quarta-feira o ICSG (International Copper Study Group) divulgou o balanço global final para o consumo de cobre em 2006, informando que ocorreu um superávit de 350 mil tons. Em 2005 ocorreu um déficit de 100 mil tons, já o período de 2003-2005, o déficit acumulado foi de 1,45 milhões de tons.
É importante lembrar que o ICSG não leva em consideração os estoques do Bureau de Reservas Chinês, que acredita-se ter distribuído entre 200-300 mil tons para o mercado interno em 2006.

Nesta última semana o governo chinês anunciou algumas políticas para diminuição do consumo de energia e poluição, estas novas políticas estão sob avaliação das indústrias. Objetivam-se também a diminuição de exportações de produtos semi-acabados (que teriam taxas de 50% na importação de concentrado de cobre) com o aumento da exportação de produtos com maior valor agregado (para recuperar como crédito as taxas de importação em um prazo de 3 meses). O mercado mostrou pouca objeção a esta política até agora.

Em Jan-Fev/2007 a importação de concentrado de cobre cresceu 23% em relação ao mesmo período de 2006, o crescimento de cobre refinado no mesmo período foi de 125,8%, 721,8 mil tons e 280,53 mil tons respectivamente.

Conclusão:

China está mostrando grande aumento de consumo, recuperação que vinha sendo esperada pelo mercado para manutenção da tendência de alta. A cotação do cobre esta semana atingiu sua maior marca em 2007, devendo testar novas resistências no curto prazo. É mantida a tendência de alta para o curto prazo.

Atual suporte e resistência na faixa de US$ 6.300-US$ 7.000/ton. Se ocorrer uma queda acentuada dos estoques, a cotação deve buscar os US$ 7.400/ton.

Cotação Cobre últimos 3 meses
Cotação do cobre do último ano, com a evolução do estoque.


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